Logística hospitalar emprega coletor de dados RFID

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O coletor de dados aumenta a precisão na organização do estoque

O coletor de dados é uma ferramenta moderna que permite às empresas gerenciar de forma mais eficiente seus produtos. E isso vale também para a organização dos medicamentos, item fundamental na estrutura de um hospital.

“Muitas vezes temos casos simples que podem evoluir de forma trágica se a medicação correta não for aplicada. É inadmissível, um hospital perder o controle do seu estoque e se ver sem as substâncias químicas ideais para o tratamento dos pacientes”, diz o Doutor Hélio C. Costa, diretor de um hospital na grande São Paulo.

Na verdade, o coletor de dados é um mini computador portátil que oferece ao usuários várias formas de acessar e incluir informações. Ele é equipado com um teclado qwerty, tradicional ou virtual, dependendo da versão, e para a área de logística, conta com leitor de código de barras e de etiquetas inteligentes RFID.

“Já há muito anos, as etiquetas que identificam produtos contam com os dados na língua local, ou em inglês, e um código de barras que permite a sua interpretação pelo coletor de dados, inserindo as informações no computador. A novidade dos últimos anos, é uma evolução desse sistema com a implementação de etiquetas, que além das informações citadas anteriormente, contam com um microchip e uma antena em forma de espiral, que respondem ao sinal de rádio enviado do coletor de dados com suas informações e a localização. A vantagem é que na tecnologia RFID, o leitor pode estar a uma distância de até seis metros”, diz Leonardo Kfouri, gerente de operações da Essenca Logística, especializada na distribuição de medicamentos.

E o coletor de dados com leitor RFID é o mais utilizado dentro da organização logística dos hospitais. “Ele permite a organização e o rastreamento dos pedidos em nível de item, garantindo o melhor controle possível da quantidade de material”, diz Gabriel A. Keller, supervisor de estoque e um hospital paulista.

“Nosso estoque nunca pode ficar no zero, nós mantemos controle sobre os medicamentos mantidos aqui, e os que estão espalhados pelo hospital via sistema. Na quantidade em que utilizamos, os pedidos devem ser feitos ao fornecedor com uma margem de segurança. Não somos uma loja, que o cliente pode retornar depois. Um erro no meu departamento pode acabar com uma vida”, acrescenta Gabriel.

Outra vantagem do coletor de dados é permitir aos funcionários se movimentarem livremente tanto pelo estoque como para receber os pedidos. “Temos muita liberdade para trabalhar. Ao atender a requisição de um departamento, seguimos com o carrinho até a área daquele tipo de medicamento. No próprio coletor de dados, acessamos o sistema que nos diz especificamente qual é o medicamento. O equipamento automaticamente emite o sinal RFID, com a qual o medicamento foi cadastrado, e com um clique podemos saber onde ele está. Mesmo na hora de receber um novo carregamento, podemos cadastrar as entradas usando o leitor RFID. Ele nos satisfaz tanto na forma de controle, que é simples e direta, como na dinâmica do trabalho, que dispensa maiores treinamentos”, completa Gabriel.