Tecnologia da impressora fiscal completa 40 anos

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Sempre presente, a impressora fiscal é obrigatória para a maioria do comércio

Os modelos de impressora fiscal utilizadas em empresas de todo o país funcionam com métodos desenvolvidos nas décadas de 1970. Pequenas, práticas e com baixo com consumo de suprimentos, os equipamentos sobrevivem a inundação de novas opções, se mantendo na ativa em pelo século XXI. “Se compararmos o funcionamento de uma impressora fiscal, com o que há hoje neste segmento, ela pode parecer obsoleta, afinal, já temos impressoras 3D capazes de imprimir uma série de objetos, de peças lego a tecidos vivos. Mas o seu desempenho em funções específicas sustenta a sua competitividade”, explica o técnico em informática Murilo Bagger.

A impressora fiscal é, segundo a lei de tributação, um item imprescindível para a frente de caixa dos estabelecimentos com faturamento de no mínimo R$120 mil por ano. Porque, além da impressão do recibo de venda para o cliente, ela possui um mecanismo interno que guarda as informações das vendas. Segundo o advogado tributário Marcio Bittencourt, “a memória da impressora fiscal registra toda a movimentação financeira do caixa em que ela foi instalada. Há dois tipos de memória. Em uma delas, são salvos todos os valores de venda daquele dia, de forma detalhada. Já a segunda, conserva uma cópia de todos os cupons impressos naquele terminal. Tudo isso para evitar a sonegação. É a forma encontrada pelo governo de fazer um auditoria quase impossível de se fraudar, porque ela está dento do seu sistema de vendas”.

Além da memória interna, a impressora fiscal oferece duas opções de mecanismos de impressão: térmica e matricial. Ambos, assim como a memória, foram desenvolvidos na segunda metade do século passado. “A informática tem a capacidade de se reinventar. Acho que é uma característica de toda área científica, uma criação pode ser superada para um determinado uso, mas ela pode ser aproveitada de outra forma. Ninguém usa impressoras matriciais ou térmicas em casa, porém, elas ainda tem funções importantes no mundo corporativo”, diz o analista de suporte Naimar da Rosa.

Segundo Naimar, a impressora fiscal matricial é indicada para empresas que geram cupons em duas vias idênticas. A tecnologia foi crida em 1974, nos Estados Unidos. Sua tecnologia cria a impressão através do impacto. A cabeça de impressão é formada por uma série de agulhas móveis, que conforme a orientação vão de encontro à uma fita de nylon com tinta que deixa marcas no papel. Elas eram o padrão de equipamento para escritórios e residências, principalmente na década de 1980, sendo substituídas pelas jato de tinta.

A impressora fiscal térmica se utiliza de outro método para criar os cupons. Sua cabeça de impressão atua de forma a aquecer seletivamente um tipo especial de papel, denominado térmico ou termocrômico, que apresenta uma textura ideal para que o local que receba o calor seja escurecido com o aumento da temperatura, sem prejudicar a estrutura da folha. Este é o modelo mais presente no mercado da impressora fiscal, e também tem outras utilidades no nosso dia a dia, como imprimir recibos das máquinas de cartão de crédito e débito, por exemplo.

Mesmo com tantos anos de estrada, estas tecnologias ainda são extremamente úteis e têm seu lugar no mercado por muitos anos ainda.